Contra aumento do IPTU, empresário ‘ameaça’ parar os investimentos na cidade

O empresário Paulo Cezar Lopes, o Paulinho da Rope, que há 25 anos investe em Auriflama no comércio, no setor têxtil e na construção civil, gravou e divulgou, nesta terça-feira (2), um vídeo em que informa que irá deixar de investir na cidade se a lei que prevê aumento no IPTU (Imposto Predial Territorial e Urbano) não for revista.

Na filmagem, Paulo Lopes explica que está em vigor no Município uma lei cujo percentual de progressividade da cobrança dos terrenos é de 50% até atingir 10% do valor do IPTU. “Meu amigo auriflamense, estamos vivendo um momento que pode destruir o desenvolvimento de Auriflama”, inicia o vídeo ao se referir ao artigo 13, parágrafo 2º, do Código Tributário Municipal.

“Em 10 anos, nós vamos pagar um terreno de IPTU para a Prefeitura”, continua. “Esta lei, simplesmente, vai acabar com todo empreendedor e eu me enquadro em um deles – há 25 anos eu estou investindo em Auriflama, fazendo imóveis, gerando empregos -, mas com esta lei eu tenho que interromper este processo imediatamente”, explica.

Procurado pela reportagem do Pô Auriflama, Paulo Lopes, que está retornando de viagem, explicou que procurou intermediar uma solução, mas não logrou êxito. “Realmente, me reuni com as autoridades de Auriflama em 2017 apresentando esta situação e eles se compromissaram à ‘congelar’ esta cobrança em 2018 e estudar uma forma de revogar esta lei, para que os efeitos dela não fossem aplicados nos outros anos, algo que eles não fizeram”, explicou, por telefone.

Mobilização

Ainda no vídeo, Paulo Lopes conclama a população para se mobilizar em busca da revisão desta medida. “Você que está me ouvindo, que comprou um terreno e está juntando seu ‘dinheirinho’ para construir, você também está ‘morto’ com esta lei”, alerta. “Nós temos que nos mobilizar e exigir de nossos vereadores a extinção desta lei para que Auriflama possa voltar crescer”, convoca.

“Eu fico imaginando, qual será o ‘louco’ que daqui para frente vai querer fazer um loteamento em Auriflama?”, questiona.

Repercussão

O vídeo rapidamente se espalhou nas redes sociais e foi assunto em diversos grupos de Whatsapp, causando a revolta da população contra os governantes, que rapidamente se posicionaram, como foi o caso do prefeito Otávio Wedekin (PSDB), que em nota disse estar cumprindo a legislação. “Na condição de Prefeito, sou obrigado a cumprir as Leis criadas em gestões passadas. Fiz tudo o que era da competência da prefeitura para mudar isso”, explica.

Wedekin também publicou uma cópia da Lei Complementar nº 56 de 20 de dezembro de 2017, em que congela os efeitos do artigo 13, parágrafo 2º do Código Tributário para os anos de 2017 e 2018, produzindo os efeitos à partir de 2019, confirmando o que afirma Paulo Lopes.

O ex-prefeito José Jacinto Alves Filho também se manifestou no Facebook. Ele publicou a medida assinada por Wedekin e afirmou: “Aqui está a verdade”.

Já a ex-prefeita Ivanilde Rodrigues (sem partido), informou que acredita que o valor de progressividade tenha sido lançado no carnê do IPTU de maneira equivocada pela atual gestão. “Em meu entendimento, o que a lei explica é uma coisa e o que fizeram foi outra completamente diferente”, explica. “A lei não aumenta em 50% o valor do IPTU e sim o percentual de progressividade. Com isso, a lei prevê aumento da alíquota de 1,20% no segundo ano, 1,80% no terceiro ano e sucessivamente. Não existe aumento efetivo de 50%, interpretaram e aplicaram errado”, finaliza.

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